segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Valeu Fernandes! Meu primeiro fez parte da sua história...

Foto: www.figueirense.com.br

Fanático em futebol, desde que nasci, coleciono algumas histórias curiosas. Vou contar sobre a minha primeira vez no estádio, em uma partida de futebol profissional. Nascido em Braço do Norte, cidade de aproximadamente 40 mil habitantes, não tive a oportunidade de acompanhar grandes jogos na minha cidade. O clube de maior expressão mais próximo de mim, era o Criciúma, campeão da Copa do Brasil. Por essa distância presencial do futebol, o meu prazer estava na televisão. Todavia, por influências familiares e a proximidade que a TV me trazia, o meu clube de coração sempre foi o Flamengo. Mas não tenho aquele amor platônico pelo clube, aquele que cega, sabe? Consigo ver os erros (são muitos) e acertos do time. Vamos ao que interessa:

Jogava futebol em centros de treinamentos desde pequenino, tinha uns oito anos. Então comecei a viajar muito por todo o estado de Santa Catarina. Comecei no futsal, por isso nunca entrava nos estádios de futebol, olhava pelo lado de fora. Foi assim no Indio Condá em Chapecó, no Ernestão em Joinville, na Ressacada e Orlando Scarpelli em Florianópolis, Heriberto Hülse em Criciúma e Anibal Costa em Tubarão. Mas, aos 12 anos, mudei com a família para Florianópolis e, curiosamente, fui morar muito perto do estádio do Figueirense, o Orlando Scarpelli. Esperei o primeiro grande jogo para fazer a minha estreia. Era uma quarta-feira, tempo agradável, e a vontade de ir há um estádio de futebol, batia no meu peito. O jogo era Figueirense x Santos, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2004. Lembro como se fosse hoje, o Santos que veio a ser campeão neste mesmo ano, era escalado com: Julio Sérgio, Marco Aurélio, Alex, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Claiton, Elano e Diego; Leandro Machado e Robinho. Já o Figueirense tinha: Edson Bastos, Paulo Sérgio, Márcio Goiano, Cléber e Filipe; Jeovânio, Bilu, Sérgio Manoel e Fernandes; Rodrigo Silva e Romualdo. O Figueirense era o único clube com 100% de aproveitamento, até o momento, liderando o início da competição. Isso levou a torcida, em peso, até aquele jogo. Eram aproximadamente 20 mil pessoas.

Fernandes, o homem dos 100 gols pelo Figueira, também me proporcionou presenciar a primeira explosão da torcida. Uma bola lançada por Rodrigo Silva na direita encontrou Fernandes, o meia bateu forte no canto direito de Júlio Sérgio. O grito de gol ecoava na arquibancada, modesta, ainda sem cadeiras. O estádio tremia. Sensação inédita e única. Estava totalmente descaracterizado de um torcedor alvinegro. Era apenas um observador. Mas me emocionei ao ver um gol. Foi de Fernandes. O meu primeiro.

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