domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Tigre é Grande!

Foto: Alvarélio Kurosso

O Criciúma venceu o Figueirense, em Florianópolis, e conquistou o primeiro turno do Campeonato Catarinense. O time da capital era o favorito, mas caiu na armadilha do técnico Guilherme Macuglia.

O jogo começou bem movimentado e com amplo domínio do time do Sul do estado. Com um tabu enorme (oito meses sem vencer fora de casa), o Tigre deu um nó tático no Figueira, que se deixou levar pelo nervosismo e pela dramatização que a partida estava lhe proporcionando.

O Figueirense estava irreconhecível. O time sempre mostra uma postura agressiva no Scarpelli. Mas desta vez foi diferente, porque a marcação do Tigre com Carlinhos Santos e Mika anulou os espaços que, normalmente, o Alvinegro tem pra jogar dentro de casa. Com espaço, o futebol de Maicon, Fernandes e Breitner é fora de série. No entanto, com uma marcação por zona bem distribuída, o time não consegue impor o ritmo envolvente, que ficou conhecido na Série B de 2010 e neste primeiro turno do Catarinense.

Foto: Alvarélio Kurosso

Aos 21 min, o volante Mika cobra uma falta com perfeição no ângulo. Golaço! Primeira vez no ano, que o Figueirense saía atrás no placar, dentro dos seus domínios. Além de tudo, o Tigre foi prejudicado pela arbitragem. Na primeira etapa, Rodrigo D’Alonso passou despercebido. Mas sentiu a pressão da sua primeira decisão, e teve dificuldades de levar o jogo no segundo tempo, devido há algumas confusões. Expulsou o meio-de-campo Wagner Líbano do Tigre, corretamente, mas também teria que mostrar o vermelho para Ygor, após uma entrada forte do volante que já estava pendurado.

Márcio Goiano colocou Wellington no lugar de Breitner buscando mais presença dentro da área. Porque o jogo era de força física. Porém, a alteração não deu certo. O Figueirense atacava de forma desordenada, sem qualquer obediência tática. O Criciúma aproveitava-se das subidas do lateral Juninho e da atuação apática do estreante Léo na lateral direita.

Roni caindo nos dois lados com velocidade e com dribles, foi objetivo. Achei o melhor jogador em campo, mesmo saindo machucado no início do segundo tempo. O Criciúma teve raça, qualidade técnica e principalmente uma aplicação tática.

Com mais uma decisão perdida em casa, o Figueira entra no segundo turno com obrigação de vencer. E a tão esperada decisão entre Avaí e Figueirense? Foi adiada mais uma vez. A última aconteceu em 1999. Quem botou água nesse chope foi o Tigre, que deu a resposta para quem havia esquecido do seu tamanho, do valor que o clube representa para o futebol catarinense. Agora, vai ter tranqüilidade para trabalhar no returno. Tem que reconhecer o trabalho do presidente Antenor Angeloni, que assumiu o Criciúma e conseguiu: o acesso à Série B, foi campeão do 1ª turno do Campeonato Catarinense, e já garantiu vaga na final do estadual e vaga na Copa do Brasil de 2012. Parabéns ao Tigre.

Ficha técnica: Figueirense 0 x 1 Criciúma

Local
: Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).
Data: 27/02/2011 (domingo).
Horário: 16h (de Brasília).
Arbitragem: Rodrigo D´Alonso Ferreira, auxiliado por Josué Gilberto Lamim e Helton Nunes.
Cartões vermelhos: Wagner (Criciúma).
Cartões amarelos: Ygor, Túlio (Figueirense); Schwenck, Andrey, Pirão, Toninho, Mika, Carlinhos Santos (Criciúma).
Gols: Mika, aos 21’/1º tempo (Criciúma).
Figueirense Wilson; Léo (Helder), João Paulo, Roger Carvalho e Juninho; Ygor, Túlio, Maicon, Breitner (Wellington) e Fernandes (Dudu); Heber. Técnico: Márcio Goiano.
Criciúma Andrey; Fábio Santana, Nirley, Toninho e Pirão; Carlinhos Santos, Mika, Roni (Wagner) e Pedro Carmona; Valdo (Mineiro) e Schwenck (Talles Cunha). Técnico: Guilherme Macuglia.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Seleção do 1ª Turno

O fim do primeiro turno se aproxima e resolvi fazer a escolha dos melhores do campeonato, até o momento.

Andrey (Criciúma) - Apesar de falhar na semi-final, contra a Chapecoense, o goleiro teve uma constante em alto nível neste primeiro turno.

Thoni (Chapecoense) - No bom grupo da Chapecoense, o lateral foi um dos grandes destaques. Mas, a posição está meio carente no nosso estado.

João Paulo (Figueirense) - Zagueiro muito regular. Conquistou a confiança do técnico Márcio Goiano. Com um pouco mais de amadurecimento nas bolas aéreas, poderá alçar grandes voos no futebol nacional.

Rogélio (Criciúma) - Líder da defesa menos vazada da competição. Ainda pode ajudar muito o Tigre.

Eduardo (Joinville) - Jovem prodígio do futebol catarinense. Jogador que bate bem com as duas pernas, é veloz e tem habilidade.

Ygor (Figueirense) - Quando jogava no Vasco da Gama ou Fluminense, não entendia como esse jogador poderia estar dentro de campo. Não tinha nenhuma regularidade. No Figueira, o volante me impressionou e joga com muita tranquilidade. É o famoso volante moderno.

Pirão (Criciúma) - O volante que atua na lateral esquerda do Criciúma é um dos principais responsáveis pelos ataques do Tigre. Como o lateral Eduardo (JEC) está numa grande fase, acredito que Pirão - pelo que fez no 1ª turno - caberia fácil na cabeça de área pelo lado esquerdo.

Maicon (Figueirense) - Falar do Maicon é muito Fácil. Por isso, vou resumir: CRAQUE!

Héber (Figueirense) - Atacante com mobilidade e velocidade para cair nos lados do campo. Habilidoso e muito frio nas conclusões. Promete!

Roni (Criciúma) - Grande revelação do Criciúma do último ano, o meia-atacante é habilidoso e agressivo. Não é aquele "camisa 10 clássico", mas na minha formação ideal (4-2-3-1), jogaria solto pelo lado esquerdo do campo, como joga, atualmente, o Cristiano Ronaldo no Real Madrid.

Aloísio (Chapecoense) - Atacante leve e matador. Um dos goleadores do campeonato, até agora, e com a bola que está jogando, certamente, vai ter mercado em clubes de Série A ou B do Campeonato Brasileiro.

Técnico: Márcio Goiano (Figueirense) - Não me canso de falar, este homem caminha os mesmos trilhos de: Muricy Ramalho, Felipão, Dorival Júnior, Cuca e Adilson Batista. Técnicos que tiveram Santa Catarina como um trampolim para ganhar destaque nacional no mercado dos treinadores.

Formação Tática: 4-2-3-1.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pra Fazer História


Foto: Jandyr Nascimento

Com 23 anos de idade, o Brusque Futebol Clube está perto de escrever mais alguns capítulos da sua história. Com poucos anos de vida, o clube já coleciona algumas conquistas. Na sua galeria, o time brusquense possui: três Copas Santa Catarina (1992, 2008 e 2010), uma Recopa Sul-brasileira (2008) e um Campeonato Catarinense, em 1992.

No ano de 1993, o Brusque debutou na Copa do Brasil. O time foi eliminado na primeira fase pelo União Bandeirante, vice-campeão paranaense. No Paraná, o Bruscão conseguiu segurar um empate em dois a dois. Já no Augusto Bauer, o time perdeu por um a zero.

O que se viu ontem no estádio Augusto Bauer, foi um time aplicado taticamente e com vontade de vencer, com raça. O adversário era o Atlético-GO, time de primeira divisão do Campeonato Brasileiro, o clube possui uma das melhores estruturas do futebol nacional, com um centro de treinamento moderníssimo. Clube com potencial para crescer muito. Mas o Brusque, empurrado pela torcida, mostrou que pode enfrentar de frente o time goiano. O jogo começou numa velocidade impressionante. Nestor Simionato – fazendo sua estreia no comando - deu outra cara ao meio de campo com Willian e Aloísio. Acabou a primeira etapa com o placar de três a um para o time da casa, mas ficou a sensação de que caberia mais. No segundo tempo, a qualidade caiu e aquela correria do começo cansou os jogadores. O jogo ficou mais estudado, e o bom técnico René Simões conseguiu ajustar a sua equipe. Diminuiu o placar para três a dois, e deixou o jogo da próxima quarta-feira, em Goiânia, mais dramático para os catarinenses. Para conseguir a classificação e um dos maiores feitos da sua história, o Brusque precisa de apenas um empate. A torcida é sempre pelo futebol catarinense.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Valeu Fernandes! Meu primeiro fez parte da sua história...

Foto: www.figueirense.com.br

Fanático em futebol, desde que nasci, coleciono algumas histórias curiosas. Vou contar sobre a minha primeira vez no estádio, em uma partida de futebol profissional. Nascido em Braço do Norte, cidade de aproximadamente 40 mil habitantes, não tive a oportunidade de acompanhar grandes jogos na minha cidade. O clube de maior expressão mais próximo de mim, era o Criciúma, campeão da Copa do Brasil. Por essa distância presencial do futebol, o meu prazer estava na televisão. Todavia, por influências familiares e a proximidade que a TV me trazia, o meu clube de coração sempre foi o Flamengo. Mas não tenho aquele amor platônico pelo clube, aquele que cega, sabe? Consigo ver os erros (são muitos) e acertos do time. Vamos ao que interessa:

Jogava futebol em centros de treinamentos desde pequenino, tinha uns oito anos. Então comecei a viajar muito por todo o estado de Santa Catarina. Comecei no futsal, por isso nunca entrava nos estádios de futebol, olhava pelo lado de fora. Foi assim no Indio Condá em Chapecó, no Ernestão em Joinville, na Ressacada e Orlando Scarpelli em Florianópolis, Heriberto Hülse em Criciúma e Anibal Costa em Tubarão. Mas, aos 12 anos, mudei com a família para Florianópolis e, curiosamente, fui morar muito perto do estádio do Figueirense, o Orlando Scarpelli. Esperei o primeiro grande jogo para fazer a minha estreia. Era uma quarta-feira, tempo agradável, e a vontade de ir há um estádio de futebol, batia no meu peito. O jogo era Figueirense x Santos, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2004. Lembro como se fosse hoje, o Santos que veio a ser campeão neste mesmo ano, era escalado com: Julio Sérgio, Marco Aurélio, Alex, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Claiton, Elano e Diego; Leandro Machado e Robinho. Já o Figueirense tinha: Edson Bastos, Paulo Sérgio, Márcio Goiano, Cléber e Filipe; Jeovânio, Bilu, Sérgio Manoel e Fernandes; Rodrigo Silva e Romualdo. O Figueirense era o único clube com 100% de aproveitamento, até o momento, liderando o início da competição. Isso levou a torcida, em peso, até aquele jogo. Eram aproximadamente 20 mil pessoas.

Fernandes, o homem dos 100 gols pelo Figueira, também me proporcionou presenciar a primeira explosão da torcida. Uma bola lançada por Rodrigo Silva na direita encontrou Fernandes, o meia bateu forte no canto direito de Júlio Sérgio. O grito de gol ecoava na arquibancada, modesta, ainda sem cadeiras. O estádio tremia. Sensação inédita e única. Estava totalmente descaracterizado de um torcedor alvinegro. Era apenas um observador. Mas me emocionei ao ver um gol. Foi de Fernandes. O meu primeiro.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Análise Tática - Figueirense x Joinville

Figueirense

O figueirense está praticamente escalado para a partida de domingo contra o Joinville. O jogo é válido pelas semi-finais do Campeonato Catarinense. O técnico Márcio Goiano tem apenas uma dúvida. Ela está na lateral esquerda. Juninho e Hélder brigam pela vaga.

O Furacão do Estreito entrará em campo num esquema 4-2-3-1. Os quatro defensores se alternam devido a situação do jogo. Atacando pelo lado esquerdo, o time passa a ter os defensores: Bruno, João Paulo, Roger Carvalho e Ygor. Quando o ataque é pelo lado direito, os defensores passam a ter Túlio e Juninho nos lugares de Bruno e Ygor. Esta é a ordem do técnico Márcio Goiano. Todavia, os jogadores, nem sempre, são obedientes táticos.

Maicon é o jogador que centraliza e organiza o time. Quando cai para os lados de campo, o futebol do Figueirense tem um declive enorme. Ele é o cérebro do time, e responsável por trabalhar as jogadas. Breitner não é um camisa 10. É promissor, mas cai bem pelos lados de campo. Neste esquema, ele vai jogar como um ponta esquerdo agressivo, como faz o Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Fernandes é um meia clássico e consegue achar os espaços. Aproveitando-se de sua experiência, o jogador abusa de jogadas pelo lado direito e procura criar as jogadas ofensivas do Alvinegro. Héber é um atacante moderno, é leve, e consegue movimentar-se muito. Proporcionando tabelas para quem chega ao ataque. Muito "frio" nas finalizações, o atacante é a arma do Figueira para bater o JEC no Scarpelli.


Football Fans Know Better


O técnico Giba deve entrar em campo com a formação 4-2-2-2. A formação é clássica do JEC, mas tem um porém nesta história. O treinador vai promover a estreia de três jogadores em uma partida decisiva. É mole? Muita ousadia para um time que é obrigado a vencer o Figueirense, em Florianópolis, para chegar a final do turno.

Os dois zagueiros são estreantes e desconheço o futebol deles. Mas a função tática dos dois deve ser a mesma que executavam Renato Santos e Fernando. No meio de campo, Tiago Soller e Renan dão vaga ao também estreante Julio Bastos e ao meia Marcelo Silva, que estava na reserva nos últimos jogos. Com a manutenção do esquema, Julio deve apoiar o lado direito e cobrir as subidas do lateral Daniel.

Dias passa a ser um jogador importantíssimo na partida, porque o Figueirense marca a saída de bola. Então, a qualidade na saída da defesa vai passar pelo volante. Ramón e Marcelo Silva recebendo a bola com liberdade vão ter a responsabilidade de armar as jogadas laterais do JEC. Afinal, as laterais podem ser o forte do time, pois Eduardo e Daniel chegam muito bem ao ataque. Com dois finalizadores natos na frente, a bola aérea vai ser um tormento para a defesa alvinegra.


Football Fans Know Better

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Final feliz para Silas

Foto: Alceu Atherino

A volta do técnico Silas à ressacada é uma das maiores controversas dos últimos tempos no futebol catarinense. O técnico saiu pelas portas dos fundos. Saiu dizendo que nunca mais voltaria. Quando já estava no Grêmio, ao enfrentar o Avaí, ele desconsiderou qualquer amor pelo Leão. Aliás, também teve o fato de Silas carregar seu preparador físico Emerson Buck para sua comissão técnica sem consultar a diretoria avaiana.

É compreensível dizer que o técnico fez um bom trabalho conseguindo o acesso em 2008, o título Catarinense em 2009 e no mesmo ano alcançou a melhor campanha da história do futebol de Santa Catarina na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, chegando à sexta colocação.

Mas Silas teve a oportunidade de voar, alçar grandes voos. O futebol de Santa Catarina tem histórico de ser um trampolim para técnicos chegarem ao destaque nacional. Foi assim com Felipão (Palmeiras), Cuca (Cruzeiro), Adilson Batista (Santos), Dorival Júnior (Atlético MG) e Muricy Ramalho (Fluminense). Desses nomes que citei, todos conseguiram o seu espaço e se tornaram os principais treinadores do país. Mas não basta apenas ter passado por Santa Catarina. Silas teve em duas grandes vitrines do futebol mundial, Grêmio e Flamengo.

Acompanhei de perto, os dois trabalhos do técnico e vi a sua incapacidade de conseguir fazer uma leitura de jogo. No Grêmio, conseguiu o Campeonato Gaúcho. Um campeonato que fica centralizado em dois clubes, sendo que o Internacional menosprezou totalmente a competição, dando preferência a libertadores, na qual saiu campeão. Quando o Grêmio teve que decidir na Copa do Brasil e iniciar o Campeonato Brasileiro, Silas mostrou-se incapaz de formar um esquema tático compreensível. Foi demitido.

Chegou ao Flamengo para apagar a magoa da torcida com relação a eliminação da Taça Libertadores. E fracassou. Seus números foram vergonhosos. Errava nas substituições, dava declarações equivocadas sobre seu grupo, não conseguia ter o apoio dos jogadores e saiu com um aproveitamento de 30%. Silas não conseguiu voar. Aterrissou novamente. Voltou para o clube que o fez parecer grande. Bom para o Avaí? Isso o tempo vai dizer, mas o maior vitorioso em toda essa novela é ele: Silas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Figueira joga como Grande

O Figueirense foi o único dos times grandes que ainda não me decepcionou neste Campeonato Catarinense. Terminou o turno como líder, e precisa de apenas dois empates para faturar uma vaga na final do catarinense e uma vaguinha na Copa do Brasil de 2012. O time não precisa vencer porque fez a melhor campanha e ganhou a chance de decidir dentro de seus domínios com a vantagem do empate.

Não me decepcionou porque jogando no Orlando Scarpelli, não deixou em nenhum momento o time adversário mostrar-se maior do que o Alvinegro. No Estreito, o time é envolvente, troca passes com facilidade, cria muitas jogadas de gol, faz o seu jogo parecer fácil. E isso é conseqüência da manutenção da base que conseguiu o acesso à Série A. Vejo poucos times no Brasil conseguirem fazer o estilo agradável de futebol que o Figueira faz, jogando em casa. Méritos também da grande promessa, como treinador, Márcio Goiano. Como estou frisando muito o fator casa, é notável que o time cometeu erros jogando longe de Florianópolis. Muitas vezes com revés de gramados ruins, arbitragens fracas e expulsões desnecessárias, o time não atingiu o êxito. No entanto, quando teve que ser grande, foi. Mereceu a primeira colocação por se impor e fazer do Campeonato Catarinense ter um time com moldes de time europeu.

Criciúma foi um time que criou uma “cara” com o decorrer da competição. Com a chegada do bom atacante Valdo, do meia Pedro Carmona e do experiente Schwenck, o time foi gigante dentro do Heriberto Hülse. Mas, o que não me convenceu neste time, foi o fato de não conseguir pontuar fora de casa. Para a felicidade da torcida, o jogo da semi-final é em Criciúma. Mas dependendo do resultado na outra semi, o Tigre vai ter que decidir o título fora de casa, e reverter essa sina que já dura oito meses sem vitória, fora do HH.

Após o término da oitava rodada, apostava forte na classificação do Joinville na primeira colocação. Ganhou fora de casa, num jogo difícil, contra o Imbituba. Ficou com a faca e o queijo na mão, mas, foi pequeno. Não mostrou para o Metrô que é um time doze vezes campeão do estado. O JEC vai ter que derrotar o Figueira, em Floripa, para chegar à final.

No oeste, a briga entre Chapecoense e Brusque prometia um grande jogo. E foi. O Verdão do Oeste tinha a desconfiança da torcida, após ter empatado, vergonhosamente, com o Concórdia, em Chapecó, precisando da vitória. Essa foi minha decepção com o time do oeste. No entanto, o Verdão alcançou a terceira colocação e vai até Criciúma, no próximo domingo, buscando somente o resultado positivo.

Não podia deixar de falar do Avaí. Minha maior decepção, até agora. O time até vem se recuperando, meio desorganizado, mas vem conseguindo resultados favoráveis. Fazendo onze pontos, o time acabou o 1ª turno na oitava colocação. Frutos de um mau planejamento, onde a diretoria resolveu levar seus jogadores titulares para o Rio Grande do Sul, fazendo jogos treinos com o Campeonato Catarinense em andamento. O elenco está saturado, muitos jogadores novos e um time que ainda não tem uma formação representativa de um clube de Série A. Fim de turno e, a conseqüência apareceu. Demissão do técnico Vagner Benazzi (quando anunciar o novo treinador, faço um post).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

De Zero a Dez é o quadro que vai aparecer após o término das rodadas para mostrar as minhas opiniões, com notas, sobre o Futebol Catarinense.

0 - Chapecoense - A torcida do Verdão do Oeste que foi até o Indio Condá, viu um filme muito parecido com aquele de 2010, quando o verdão não conseguiu passar pelo Ituiutaba-MG e posteriormente não conseguiu o acesso a Série B. Na quarta-feira, a Chapecoense precisava de uma vitória contra o lanterna Concórdia para colocar um pé na fase final. Mais uma vez, decepcionou. Zebra.

1 - Diretoria do Metropolitano - A crise interna que vive o Metrô é algo preocupante. A demissão do técnico Joceli dos Santos parece estar muito próxima. Tudo indica que se o time blumenauense não vencer o JEC embalado na Arena no domingo, Joceli cai. Na minha opinião, falta jogador e não treinador. Vai entender. Vida que segue.

2 - Avaí - O turno vai acabando e o Leão não tem um time titular, ou no mínimo, uma formação compreensível. É mole? Grande decepção do primeiro turno do catarinense.

3 - Rafael - O que aconteceu com esse rapaz? Zagueiro que foi capitão e fazendo bons jogos pelo Avaí, chegou a ser desejado por grandes clubes no Brasil. Agora vai jogar na segunda divisão do fraquíssimo Campeonato Suiço? FCF Rapid Lugano é o destino do zagueiro.

4 - Figueira - O alvinegro deixou escapar, na minha opinião, a chance de decidir em casa o 1ª turno do Campeonato Catarinense. Acredito que já está nas semis, mas vai ter que ganhar fora de casa. O que não aconteceu até agora.

5 - Marcílio Dias - Ainda tem chance, mas jogando o que jogou na Ressacada na última quarta-feira, fica difícil. Tem que fazer um caldeirão em Itajaí, e secar muita gente.

6 - William - Chegou cheio de marra, dizendo que quando o time títular jogasse, seria difícil segurar o Leão. O time ainda não embalou de vez, mas o atacante já assinou três gols em dois jogos. Personalidade.

7 - Andrey - Fazendo defesas sensacionais e usando de sua experiência, o goleirão Andrey vai se destacando como o melhor goleiro do Campeonato Catarinense 2011.

8 - Leandrinho - O atacante do Brusque, mostrou que sente muito à vontade jogando no Augusto Bauer. Deu bicicleta, fez tabelas, tentou assistências e ainda marcou duas vezes, chegando a cinco gols no Estadual. Show.

9 - Lima - Com dois gols e uma assistência, o atacante foi importantíssimo na vitória fora de casa do Joinville sobre o Imbituba. Consoante a isso, o "Limatador" vai entrando para a história dos goleadores do JEC. Legal.

10 - Criciúma x Figueirense - Até o momento, o melhor jogo, técnicamente falando, do Campeonato Catarinense 2011. Com lances perigosos, jogadas bem trabalhadas, os dois times mostraram um futebol envolvente e com jogadores de qualidade. No final, deu Tigre, mas isso para os amantes do futebol foi apenas a consequência.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Esquenta...


O Esquenta vem para antecipar as novidades, informações e fazer os comentários para os jogos do Campeonato Catarinense. Ele pode vir em formato de podcast ou em texto. Para começar, o clássico entre Criciúma x Figueirense, que é tido como uma decisão para ambos e promete ser o grande jogo do campeonato, até agora, tecnicamente falando.

CONFERE AÍ:

PODCAST CRI X FIG.wav

Novidades no Avaí



Depois de uma vitória em casa diante do Joinville e um empate com boa atuação no clássico contra o Figueirense, o Leão começa a se preparar para o segundo turno do Campeonato Catarinense.
Confira nesse podcast:
- Todas as novidades do Avaí para o jogo contra o Marcílio Dias, nesta quarta feira.
- Leão na Copa do Brasil.
- "Peneira" do Avaí.


PODCAST AVAÍ.wav