sexta-feira, 18 de março de 2011

Vídeo: “Tabela do Campeonato Brasileiro” / Já vi esse Filme? / Análise Tática – As formações de Silas

O Blog apresenta novidades nesta semana, agora você pode conferir as minhas opiniões em vídeos.

Tema: Tabela do Campeonato Brasileiro





Já vi esse Filme?


O Figueirense está conseguindo fazer eu ficar muito confuso nos seus jogos fora de casa. Vou ao cinema (jogos) gosto do título do filme e do início do show. Mas, no final os protagonistas morrem e o vilão sai satisfeito. Sabe? Então, o Alvinegro apresenta-se como time grande, de Série A, mas mostra todo o seu cardápio nos primeiros 45 minutos. Time encaixado e muito envolvente, foi assim contra o Tigre em Criciúma, contra o JEC em Joinville, e contra o Brusque no Vale do Itajaí. Os jogadores estão entrosados, mas são vítimas do vilão, o técnico Jorginho. Contra Joinville e Brusque, o técnico mostrou toda a sua incapacidade de leitura tática do jogo. Escalando o time base, o futebol é atraente e sofisticado. Mas as alterações no decorrer da partida estão colocando Jorginho contra a torcida. Assim, fazendo ele se tornar o grande vilão, odiado pelos telespectadores. Trocando os protagonistas que dão o requinte do espetáculo, do futebol arte e objetivo, para promover a entrada de figurantes que desestabilizam e desfiguram o elenco todo. A formação do Figueirense é conhecida pelos torcedores há um ano e meio, mas o seu novo técnico ainda não assimilou o que significa dirigir um clube de Série A. Empatar em Brusque por 1 a 1 não é o fim do mundo, mas optar pela cadência e omissão do jogo é demonstrar fraqueza. Falta coragem para Jorginho acreditar na força do grupo. Tomar conhecimento dos adversários do interior do estado? Tem que atropelar, com respeito. No fim do filme, quem está saindo com sorriso no rosto? Apenas o vilão.


Análise Tática - As formações de Silas


O Avaí entrou em campo nesta quarta-feira no Vale do Aço contra o Ipatinga, pela Copa do Brasil.

- No primeiro tempo, o Leão de Silas, teve como destaque positivo: o zagueiro Cássio fazendo bem a cobertura, o lateral Julinho apoiando, sendo muito acionado e a boa aplicação tática do cabeça-de-área Marcinho Guerreiro.

- Destaques negativos: O goleiro Renan estava inseguro (Aleks merece uma chance), o lateral George Lucas não acrescentou em nada, o zagueiro Leonardo perdendo nas bolas aéreas e nas bolas por baixo, o volante Diogo Orlando (sem qualidade) fazendo o meio de campo, Marquinhos Santos ainda não é o que conhecemos, e Rafael Coelho jogando fora da sua posição, isolado no ataque e sem rendimento.

1ª tempo - Formação: 3-3-3-1


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No segundo tempo, depois das alterações, o Avaí teve uma melhora significativa. Entrou o lateral Gustavo dando um sangue novo, aumentando as jogadas pelo lado direito. Estrada, novamente, mostrou personalidade e convenceu que merece uma chance no time. William, jogando poucos minutos, foi o melhor em campo. Ele trouxe o time do Avaí para uma formação agradável, com uma referência no setor ofensivo, fazendo o papel de pivô, preparando as jogadas e segurando o jogo. Entretanto, foi uma partida muito feia, com muitos passes errados. Porém, serviu de lição para o técnico Silas enxergar a formação ideal do Leão. Demorou, não?

2ª tempo - Formação: 3-3-2-2


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quinta-feira, 10 de março de 2011

Chapecoense lidera / Avaí não convence / Análise Tática - Figueirense

Mais consistente

Aloísio, revelação da Chapecoense. Foto: Maurício Vieira

A Chapecoense se mostra um time muito sólido. Nesta última rodada, foi até Tubarão enfrentar o Criciúma, no estádio Aníbal Costa. Venceu. E me convenceu. Tenho o costume de atribuir ao time do Oeste o rótulo de jogar muito contra os grandes e, contra os pequenos entrar em campo sem motivação. Nesta quarta, enfrentou um grande, mas eu precisava ver mais um jogo da Chape para tirar as conclusões sobre este time de 2011. Eis que, no primeiro tempo vejo este mesmo time abrir três a zero, jogando fora dos seus domínios. Impressionou-me. Depois recuou e tomou dois. Mas, o que vi foi um time bem enquadrado, organizado e com uma aplicação tática fora do comum. Destaco as duas laterais com Thoni e Badé. O meio-de-campo Cléverson também está em ótima fase. No ataque, o Verdão possui uma jóia chamada Aloísio. Tem habilidade, velocidade e cacuete nas finalizações. No primeiro turno, a Chapecoense foi eliminada nas semis, empatando com o Criciúma, no Heriberto Hülse. O Tigre passou com a vantagem do empate. Regulamento mau feito! Agora, com duas vitórias no returno, o Verdão é o líder da segunda fase e da competição em geral. Merecido.

Ainda não convenceu

Silas ajustando o Avaí... Foto: Alvarélio Kurossu

O Avaí venceu o Brusque na noite de quarta, na Ressacada. Quem viu o placar final de 4 a 2, imagina que o time, enfim, embalou e tomou um rumo na competição. Mas o que se viu no Sul da Ilha, foi um time sem padrão de jogo, desorganizado defensivamente e ofensivamente. O técnico Silas lançou a equipe num 3-5-2. Jogando nesta formação, a obrigação de qualquer time é explorar os laterais - como se fossem os antigos pontas - e fazer a movimentação e articulação com os meias, principalmente com os volantes. O Avaí pode encaixar nessa formação. É preciso ter paciência com a adaptação do lateral George Lucas, que tem qualidade, mas sempre teve problemas com lesões. Silas deu oportunidade para o lateral-esquerdo Julinho, o jovem aproveitou a chance fazendo um gol e uma assistência. Pode render. O Grande problema está com os cabeças-de-área do Leão. Diogo Orlando, Acleisson, Batista, Marcinho Guerreiro e Bruno não são jogadores que tem cacuete na saída de bola, fazendo lançamentos e passes precisos com velocidade. O Avaí precisa de um “volante moderno”. Fabiano (ex-Atlético MG) pode até fazer bem este papel, mas ainda não mostrou o que veio fazer em Florianópolis. Na parte defensiva, não gostei da atuação do zagueiro Leonardo neste esquema. Mas a organização dos três defensores é possível corrigir nos treinamentos. No setor ofensivo, Marquinhos Santos ainda está devendo. Ele é um dos melhores jogadores do estado, porém, desde que voltou ao Avaí não teve uma grande atuação. Estrada vem entrando bem nos jogos e merece mais oportunidades no time titular. Silas não pode cometer o erro que os treinadores do Vasco cometeram em relação ao Rafael Coelho. Colocar este jogador de centroavante é anular um boneco lá dentro do campo. O atacante usa muito sua força, mas não é por isso que ele deve ficar no meio de dois zagueiros. Rafael é um atacante que possui velocidade e cai muito bem nos lados de campo. Assim foi artilheiro da Série B, jogando pelo Figueirense. Jogar pra fazer o pivô não é a dele. O elenco é saturado, mas Silas pode ir acertando o time, formando "uma cara". É sempre melhor ajustar vencendo. Foi o que fez o Avaí. Falta ajustar.

Análise Tática – Figueirense com o técnico Jorginho

O técnico Jorginho teve sua primeira participação efetiva na partida desta quarta-feira contra o Joinville, na Arena. O novo treinador optou por escalar o time base do Figueirense, aquele do Márcio Goiano, claro que com as ausências de Fernandes e Reinaldo, machucados. Os jogadores se conhecem, tem entrosamento e entendem a melhor forma de jogo do time. O técnico tem o poder de modificar. E alterou. Não é uma peça ou outra que descaracteriza uma equipe, mas sim, a alteração no esqueleto tático. O Alvinegro tem no seu forte a troca de passes, o jogo com velocidade e o futebol envolvente. Isso foi visto no primeiro tempo. Breitner e Héber com boas movimentações. A defesa bem postada e adiantada, como era a de Goiano. O time marca em cima, explorando as laterais e a boa distribuição de jogadas com o articulador Maicon. Resultado: Figueirense 1 a 0 no Joinville, com um belo gol de Breitner.

Formação: 4-2-3-1

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Na segunda etapa, a chuva - como de costume em Joinville - deixou o gramado muito pesado e prejudicou o Furacão do Estreito. O JEC motivado pela torcida, que comemorava os 160 anos da cidade, resolveu ir pra cima do Figueira, meio desorganizado, mas com vontade e raça. Era notável nos jogadores o desejo de presentear os tricolores. Porém, reciclar alguma qualidade deste time está difícil. Ramon, no alto dos seus 38 anos, ainda é o jogador mais lúcido. Jorginho percebeu o avanço do adversário e resolveu reforçar seu sistema defensivo. Promoveu a entrada do volante Coutinho no lugar do Breitner. Também trocou um volante por outro: Jackson no lugar do Túlio. Fazendo uma linha de três volantes, com o Maicon um pouco mais avançado. No ataque, entrou Dudu no lugar de Héber. Neste caso tem mais um erro do técnico Jorginho. Já que recuou o time, é necessário explorar o contra-ataque. Héber e Breitner são jogadores que conseguem dar um dinamismo neste formato de jogo. Dudu também tem características, mas o Wellington não tem. Ou seja, jogar no contra-ataque com três volantes, um meia lento, um atacante razoável e um atacante trombador, fica difícil né? Mas vou dar crédito ao treinador, pelo fato de não conhecer muito seus jogadores e suas qualidades táticas. Mas ele mexeu no esqueleto. Um erro. Fez uma leitura do jogo de um treinador que não demonstra coragem. O Figueira que até o primeiro tempo jogava num 4-2-3-1 passou a jogar num 4-3-1-2 e acabou levando o gol de empate.

Formação: 4-3-1-2

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terça-feira, 1 de março de 2011

Bagunça!

Foto: Figueirensempree.blogspot.com

Diretoria erra ao demitir Márcio Goiano. Ex-capitão do clube e com uma história bonita como jogador do Figueira, Goiano encaminhava outra história linda de muito trabalho no comando, porque sempre teve o grupo nas mãos. Conquistou o acesso para Série A em 2010, fazendo um time jogar com moldes de futebol europeu. Com uma leitura de jogo impressionante, o técnico possui uma personalidade e uma coerência nas declarações que, dificilmente, encontra-se no futebol brasileiro. Foram 70 jogos no comando do Figueirense, com 36 vitórias, 22 empates e apenas 12 derrotas. Saiu com aproveitamento de 61,9%. Campanha melhor do que a de Adílson Batista pelo clube.

Em uma enquete do Globo Esporte-SC, o técnico teve 87% de aprovação da torcida. Por essa revolta toda, que a torcida compareceu ao Orlando Scarpelli em uma segunda-feira, para protestar e pedir a permanência de Goiano. A manifestação pacífica nas ruas do Estreito teve mais ou menos 100 pessoas. No twitter, a tag #ficagoiano permaneceu grande parte do dia entre os assuntos mais comentados do Brasil. Após ser anunciado à demissão do treinador, o nome de Márcio Goiano era um dos temas mais discutidos no mundo, via twitter.

A mágoa dos torcedores com a diretoria continua, e Goiano fica com apoio dos torcedores e com as portas abertas para retornar ao clube no futuro. Nestor Lodetti, presidente do Figueirense, fez questão de ressaltar que o trabalho do técnico foi importante, mas que o clube precisa de um maior desempenho nos momentos decisivos.

Mas, a verdade é que o técnico Márcio Goiano fazia muitas reclamações com o empresário Eduardo Uram, dono do passe de muitos jogadores do Alvinegro. Essa parceria vem desde o ano passado e o técnico não gostou das contratações que recebeu para este ano de 2011. O empresário pegou dois titulares e uma revelação do clube e vendeu, em 2010. Mas, Goiano teve que repor essas vagas com jogadores da base e com as peças que ele considerava que não jogariam nem no futebol do interior paulista. Reclamações, algumas declarações sinceras demais, e o desgaste entre a diretoria e técnico esgotou. Desde 2010, ele não era bem quisto pela diretoria do clube. Márcio sai do Figueira para crescer no futebol nacional. Tem qualidade para ser um dos grandes.


Foto: André Costa/Agência Estado

Jorginho Chega

Em meio à crise instalada pela diretoria do Figueirense, o clube acerta com o técnico Jorginho. O treinador começou no América em 2005 e teve um bom momento, quando foi escolhido o melhor técnico do Campeonato Carioca. Em 2006 juntou-se a Dunga na seleção para ser o seu auxiliar. Mesmo que tenha fracassado no campeonato mais importante, a Copa do Mundo, Jorginho fez parte de uma passagem vitoriosa na seleção. Primeiro, é difícil uma comissão técnica manter-se no cargo desde o início de um ciclo até o Mundial. Com Dunga e Jorginho, foi assim, foram campeões da Copa América, da Copa das Confederações e classificaram a Seleção Brasileira na primeira colocação das Eliminatórias. Ainda teve vitórias expressivas, como vencer a Argentina de três a um, no Gigante de Arroyito (Rosário-ARG), garantindo com antecedência a vaga na Copa. Também conseguiu uma vitória histórica sobre o Uruguai no estádio Centenário.

Mas Jorginho vem para ser técnico e não auxiliar, e como técnico é difícil criar uma análise sobre sua passagem pelo América-RJ, pois não acompanhei os jogos dos Diabos do Rio. Mas, teve um fato curioso nessa passagem, pois o treinador é evangélico e ao chegar no América-RJ, resolveu trocar o mascote (diabinho) por uma águia. Bagunçou tudo.

Após o fracasso na África do Sul, Jorginho assumiu o Goiás. Foram 17 partidas no comando. Perdeu nove e deixou o clube esmeraldino há cinco pontos do último rebaixado e na penúltima posição. Chega ao Figueirense, com obrigação de vencer o segundo turno, e posteriormente o estadual. Mas, também terá que saber conduzir um grupo de jogadores, que estavam fechados com o antigo treinador. Para o Campeonato Catarinense, o grupo é bom. Mas pensando em primeira divisão de Brasileiro, a diretoria vai ter que oferecer mais opções, para que o técnico consiga realizar um bom trabalho. Sorte à ele.