sexta-feira, 18 de março de 2011

Vídeo: “Tabela do Campeonato Brasileiro” / Já vi esse Filme? / Análise Tática – As formações de Silas

O Blog apresenta novidades nesta semana, agora você pode conferir as minhas opiniões em vídeos.

Tema: Tabela do Campeonato Brasileiro





Já vi esse Filme?


O Figueirense está conseguindo fazer eu ficar muito confuso nos seus jogos fora de casa. Vou ao cinema (jogos) gosto do título do filme e do início do show. Mas, no final os protagonistas morrem e o vilão sai satisfeito. Sabe? Então, o Alvinegro apresenta-se como time grande, de Série A, mas mostra todo o seu cardápio nos primeiros 45 minutos. Time encaixado e muito envolvente, foi assim contra o Tigre em Criciúma, contra o JEC em Joinville, e contra o Brusque no Vale do Itajaí. Os jogadores estão entrosados, mas são vítimas do vilão, o técnico Jorginho. Contra Joinville e Brusque, o técnico mostrou toda a sua incapacidade de leitura tática do jogo. Escalando o time base, o futebol é atraente e sofisticado. Mas as alterações no decorrer da partida estão colocando Jorginho contra a torcida. Assim, fazendo ele se tornar o grande vilão, odiado pelos telespectadores. Trocando os protagonistas que dão o requinte do espetáculo, do futebol arte e objetivo, para promover a entrada de figurantes que desestabilizam e desfiguram o elenco todo. A formação do Figueirense é conhecida pelos torcedores há um ano e meio, mas o seu novo técnico ainda não assimilou o que significa dirigir um clube de Série A. Empatar em Brusque por 1 a 1 não é o fim do mundo, mas optar pela cadência e omissão do jogo é demonstrar fraqueza. Falta coragem para Jorginho acreditar na força do grupo. Tomar conhecimento dos adversários do interior do estado? Tem que atropelar, com respeito. No fim do filme, quem está saindo com sorriso no rosto? Apenas o vilão.


Análise Tática - As formações de Silas


O Avaí entrou em campo nesta quarta-feira no Vale do Aço contra o Ipatinga, pela Copa do Brasil.

- No primeiro tempo, o Leão de Silas, teve como destaque positivo: o zagueiro Cássio fazendo bem a cobertura, o lateral Julinho apoiando, sendo muito acionado e a boa aplicação tática do cabeça-de-área Marcinho Guerreiro.

- Destaques negativos: O goleiro Renan estava inseguro (Aleks merece uma chance), o lateral George Lucas não acrescentou em nada, o zagueiro Leonardo perdendo nas bolas aéreas e nas bolas por baixo, o volante Diogo Orlando (sem qualidade) fazendo o meio de campo, Marquinhos Santos ainda não é o que conhecemos, e Rafael Coelho jogando fora da sua posição, isolado no ataque e sem rendimento.

1ª tempo - Formação: 3-3-3-1


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No segundo tempo, depois das alterações, o Avaí teve uma melhora significativa. Entrou o lateral Gustavo dando um sangue novo, aumentando as jogadas pelo lado direito. Estrada, novamente, mostrou personalidade e convenceu que merece uma chance no time. William, jogando poucos minutos, foi o melhor em campo. Ele trouxe o time do Avaí para uma formação agradável, com uma referência no setor ofensivo, fazendo o papel de pivô, preparando as jogadas e segurando o jogo. Entretanto, foi uma partida muito feia, com muitos passes errados. Porém, serviu de lição para o técnico Silas enxergar a formação ideal do Leão. Demorou, não?

2ª tempo - Formação: 3-3-2-2


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quinta-feira, 10 de março de 2011

Chapecoense lidera / Avaí não convence / Análise Tática - Figueirense

Mais consistente

Aloísio, revelação da Chapecoense. Foto: Maurício Vieira

A Chapecoense se mostra um time muito sólido. Nesta última rodada, foi até Tubarão enfrentar o Criciúma, no estádio Aníbal Costa. Venceu. E me convenceu. Tenho o costume de atribuir ao time do Oeste o rótulo de jogar muito contra os grandes e, contra os pequenos entrar em campo sem motivação. Nesta quarta, enfrentou um grande, mas eu precisava ver mais um jogo da Chape para tirar as conclusões sobre este time de 2011. Eis que, no primeiro tempo vejo este mesmo time abrir três a zero, jogando fora dos seus domínios. Impressionou-me. Depois recuou e tomou dois. Mas, o que vi foi um time bem enquadrado, organizado e com uma aplicação tática fora do comum. Destaco as duas laterais com Thoni e Badé. O meio-de-campo Cléverson também está em ótima fase. No ataque, o Verdão possui uma jóia chamada Aloísio. Tem habilidade, velocidade e cacuete nas finalizações. No primeiro turno, a Chapecoense foi eliminada nas semis, empatando com o Criciúma, no Heriberto Hülse. O Tigre passou com a vantagem do empate. Regulamento mau feito! Agora, com duas vitórias no returno, o Verdão é o líder da segunda fase e da competição em geral. Merecido.

Ainda não convenceu

Silas ajustando o Avaí... Foto: Alvarélio Kurossu

O Avaí venceu o Brusque na noite de quarta, na Ressacada. Quem viu o placar final de 4 a 2, imagina que o time, enfim, embalou e tomou um rumo na competição. Mas o que se viu no Sul da Ilha, foi um time sem padrão de jogo, desorganizado defensivamente e ofensivamente. O técnico Silas lançou a equipe num 3-5-2. Jogando nesta formação, a obrigação de qualquer time é explorar os laterais - como se fossem os antigos pontas - e fazer a movimentação e articulação com os meias, principalmente com os volantes. O Avaí pode encaixar nessa formação. É preciso ter paciência com a adaptação do lateral George Lucas, que tem qualidade, mas sempre teve problemas com lesões. Silas deu oportunidade para o lateral-esquerdo Julinho, o jovem aproveitou a chance fazendo um gol e uma assistência. Pode render. O Grande problema está com os cabeças-de-área do Leão. Diogo Orlando, Acleisson, Batista, Marcinho Guerreiro e Bruno não são jogadores que tem cacuete na saída de bola, fazendo lançamentos e passes precisos com velocidade. O Avaí precisa de um “volante moderno”. Fabiano (ex-Atlético MG) pode até fazer bem este papel, mas ainda não mostrou o que veio fazer em Florianópolis. Na parte defensiva, não gostei da atuação do zagueiro Leonardo neste esquema. Mas a organização dos três defensores é possível corrigir nos treinamentos. No setor ofensivo, Marquinhos Santos ainda está devendo. Ele é um dos melhores jogadores do estado, porém, desde que voltou ao Avaí não teve uma grande atuação. Estrada vem entrando bem nos jogos e merece mais oportunidades no time titular. Silas não pode cometer o erro que os treinadores do Vasco cometeram em relação ao Rafael Coelho. Colocar este jogador de centroavante é anular um boneco lá dentro do campo. O atacante usa muito sua força, mas não é por isso que ele deve ficar no meio de dois zagueiros. Rafael é um atacante que possui velocidade e cai muito bem nos lados de campo. Assim foi artilheiro da Série B, jogando pelo Figueirense. Jogar pra fazer o pivô não é a dele. O elenco é saturado, mas Silas pode ir acertando o time, formando "uma cara". É sempre melhor ajustar vencendo. Foi o que fez o Avaí. Falta ajustar.

Análise Tática – Figueirense com o técnico Jorginho

O técnico Jorginho teve sua primeira participação efetiva na partida desta quarta-feira contra o Joinville, na Arena. O novo treinador optou por escalar o time base do Figueirense, aquele do Márcio Goiano, claro que com as ausências de Fernandes e Reinaldo, machucados. Os jogadores se conhecem, tem entrosamento e entendem a melhor forma de jogo do time. O técnico tem o poder de modificar. E alterou. Não é uma peça ou outra que descaracteriza uma equipe, mas sim, a alteração no esqueleto tático. O Alvinegro tem no seu forte a troca de passes, o jogo com velocidade e o futebol envolvente. Isso foi visto no primeiro tempo. Breitner e Héber com boas movimentações. A defesa bem postada e adiantada, como era a de Goiano. O time marca em cima, explorando as laterais e a boa distribuição de jogadas com o articulador Maicon. Resultado: Figueirense 1 a 0 no Joinville, com um belo gol de Breitner.

Formação: 4-2-3-1

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Na segunda etapa, a chuva - como de costume em Joinville - deixou o gramado muito pesado e prejudicou o Furacão do Estreito. O JEC motivado pela torcida, que comemorava os 160 anos da cidade, resolveu ir pra cima do Figueira, meio desorganizado, mas com vontade e raça. Era notável nos jogadores o desejo de presentear os tricolores. Porém, reciclar alguma qualidade deste time está difícil. Ramon, no alto dos seus 38 anos, ainda é o jogador mais lúcido. Jorginho percebeu o avanço do adversário e resolveu reforçar seu sistema defensivo. Promoveu a entrada do volante Coutinho no lugar do Breitner. Também trocou um volante por outro: Jackson no lugar do Túlio. Fazendo uma linha de três volantes, com o Maicon um pouco mais avançado. No ataque, entrou Dudu no lugar de Héber. Neste caso tem mais um erro do técnico Jorginho. Já que recuou o time, é necessário explorar o contra-ataque. Héber e Breitner são jogadores que conseguem dar um dinamismo neste formato de jogo. Dudu também tem características, mas o Wellington não tem. Ou seja, jogar no contra-ataque com três volantes, um meia lento, um atacante razoável e um atacante trombador, fica difícil né? Mas vou dar crédito ao treinador, pelo fato de não conhecer muito seus jogadores e suas qualidades táticas. Mas ele mexeu no esqueleto. Um erro. Fez uma leitura do jogo de um treinador que não demonstra coragem. O Figueira que até o primeiro tempo jogava num 4-2-3-1 passou a jogar num 4-3-1-2 e acabou levando o gol de empate.

Formação: 4-3-1-2

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terça-feira, 1 de março de 2011

Bagunça!

Foto: Figueirensempree.blogspot.com

Diretoria erra ao demitir Márcio Goiano. Ex-capitão do clube e com uma história bonita como jogador do Figueira, Goiano encaminhava outra história linda de muito trabalho no comando, porque sempre teve o grupo nas mãos. Conquistou o acesso para Série A em 2010, fazendo um time jogar com moldes de futebol europeu. Com uma leitura de jogo impressionante, o técnico possui uma personalidade e uma coerência nas declarações que, dificilmente, encontra-se no futebol brasileiro. Foram 70 jogos no comando do Figueirense, com 36 vitórias, 22 empates e apenas 12 derrotas. Saiu com aproveitamento de 61,9%. Campanha melhor do que a de Adílson Batista pelo clube.

Em uma enquete do Globo Esporte-SC, o técnico teve 87% de aprovação da torcida. Por essa revolta toda, que a torcida compareceu ao Orlando Scarpelli em uma segunda-feira, para protestar e pedir a permanência de Goiano. A manifestação pacífica nas ruas do Estreito teve mais ou menos 100 pessoas. No twitter, a tag #ficagoiano permaneceu grande parte do dia entre os assuntos mais comentados do Brasil. Após ser anunciado à demissão do treinador, o nome de Márcio Goiano era um dos temas mais discutidos no mundo, via twitter.

A mágoa dos torcedores com a diretoria continua, e Goiano fica com apoio dos torcedores e com as portas abertas para retornar ao clube no futuro. Nestor Lodetti, presidente do Figueirense, fez questão de ressaltar que o trabalho do técnico foi importante, mas que o clube precisa de um maior desempenho nos momentos decisivos.

Mas, a verdade é que o técnico Márcio Goiano fazia muitas reclamações com o empresário Eduardo Uram, dono do passe de muitos jogadores do Alvinegro. Essa parceria vem desde o ano passado e o técnico não gostou das contratações que recebeu para este ano de 2011. O empresário pegou dois titulares e uma revelação do clube e vendeu, em 2010. Mas, Goiano teve que repor essas vagas com jogadores da base e com as peças que ele considerava que não jogariam nem no futebol do interior paulista. Reclamações, algumas declarações sinceras demais, e o desgaste entre a diretoria e técnico esgotou. Desde 2010, ele não era bem quisto pela diretoria do clube. Márcio sai do Figueira para crescer no futebol nacional. Tem qualidade para ser um dos grandes.


Foto: André Costa/Agência Estado

Jorginho Chega

Em meio à crise instalada pela diretoria do Figueirense, o clube acerta com o técnico Jorginho. O treinador começou no América em 2005 e teve um bom momento, quando foi escolhido o melhor técnico do Campeonato Carioca. Em 2006 juntou-se a Dunga na seleção para ser o seu auxiliar. Mesmo que tenha fracassado no campeonato mais importante, a Copa do Mundo, Jorginho fez parte de uma passagem vitoriosa na seleção. Primeiro, é difícil uma comissão técnica manter-se no cargo desde o início de um ciclo até o Mundial. Com Dunga e Jorginho, foi assim, foram campeões da Copa América, da Copa das Confederações e classificaram a Seleção Brasileira na primeira colocação das Eliminatórias. Ainda teve vitórias expressivas, como vencer a Argentina de três a um, no Gigante de Arroyito (Rosário-ARG), garantindo com antecedência a vaga na Copa. Também conseguiu uma vitória histórica sobre o Uruguai no estádio Centenário.

Mas Jorginho vem para ser técnico e não auxiliar, e como técnico é difícil criar uma análise sobre sua passagem pelo América-RJ, pois não acompanhei os jogos dos Diabos do Rio. Mas, teve um fato curioso nessa passagem, pois o treinador é evangélico e ao chegar no América-RJ, resolveu trocar o mascote (diabinho) por uma águia. Bagunçou tudo.

Após o fracasso na África do Sul, Jorginho assumiu o Goiás. Foram 17 partidas no comando. Perdeu nove e deixou o clube esmeraldino há cinco pontos do último rebaixado e na penúltima posição. Chega ao Figueirense, com obrigação de vencer o segundo turno, e posteriormente o estadual. Mas, também terá que saber conduzir um grupo de jogadores, que estavam fechados com o antigo treinador. Para o Campeonato Catarinense, o grupo é bom. Mas pensando em primeira divisão de Brasileiro, a diretoria vai ter que oferecer mais opções, para que o técnico consiga realizar um bom trabalho. Sorte à ele.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Tigre é Grande!

Foto: Alvarélio Kurosso

O Criciúma venceu o Figueirense, em Florianópolis, e conquistou o primeiro turno do Campeonato Catarinense. O time da capital era o favorito, mas caiu na armadilha do técnico Guilherme Macuglia.

O jogo começou bem movimentado e com amplo domínio do time do Sul do estado. Com um tabu enorme (oito meses sem vencer fora de casa), o Tigre deu um nó tático no Figueira, que se deixou levar pelo nervosismo e pela dramatização que a partida estava lhe proporcionando.

O Figueirense estava irreconhecível. O time sempre mostra uma postura agressiva no Scarpelli. Mas desta vez foi diferente, porque a marcação do Tigre com Carlinhos Santos e Mika anulou os espaços que, normalmente, o Alvinegro tem pra jogar dentro de casa. Com espaço, o futebol de Maicon, Fernandes e Breitner é fora de série. No entanto, com uma marcação por zona bem distribuída, o time não consegue impor o ritmo envolvente, que ficou conhecido na Série B de 2010 e neste primeiro turno do Catarinense.

Foto: Alvarélio Kurosso

Aos 21 min, o volante Mika cobra uma falta com perfeição no ângulo. Golaço! Primeira vez no ano, que o Figueirense saía atrás no placar, dentro dos seus domínios. Além de tudo, o Tigre foi prejudicado pela arbitragem. Na primeira etapa, Rodrigo D’Alonso passou despercebido. Mas sentiu a pressão da sua primeira decisão, e teve dificuldades de levar o jogo no segundo tempo, devido há algumas confusões. Expulsou o meio-de-campo Wagner Líbano do Tigre, corretamente, mas também teria que mostrar o vermelho para Ygor, após uma entrada forte do volante que já estava pendurado.

Márcio Goiano colocou Wellington no lugar de Breitner buscando mais presença dentro da área. Porque o jogo era de força física. Porém, a alteração não deu certo. O Figueirense atacava de forma desordenada, sem qualquer obediência tática. O Criciúma aproveitava-se das subidas do lateral Juninho e da atuação apática do estreante Léo na lateral direita.

Roni caindo nos dois lados com velocidade e com dribles, foi objetivo. Achei o melhor jogador em campo, mesmo saindo machucado no início do segundo tempo. O Criciúma teve raça, qualidade técnica e principalmente uma aplicação tática.

Com mais uma decisão perdida em casa, o Figueira entra no segundo turno com obrigação de vencer. E a tão esperada decisão entre Avaí e Figueirense? Foi adiada mais uma vez. A última aconteceu em 1999. Quem botou água nesse chope foi o Tigre, que deu a resposta para quem havia esquecido do seu tamanho, do valor que o clube representa para o futebol catarinense. Agora, vai ter tranqüilidade para trabalhar no returno. Tem que reconhecer o trabalho do presidente Antenor Angeloni, que assumiu o Criciúma e conseguiu: o acesso à Série B, foi campeão do 1ª turno do Campeonato Catarinense, e já garantiu vaga na final do estadual e vaga na Copa do Brasil de 2012. Parabéns ao Tigre.

Ficha técnica: Figueirense 0 x 1 Criciúma

Local
: Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).
Data: 27/02/2011 (domingo).
Horário: 16h (de Brasília).
Arbitragem: Rodrigo D´Alonso Ferreira, auxiliado por Josué Gilberto Lamim e Helton Nunes.
Cartões vermelhos: Wagner (Criciúma).
Cartões amarelos: Ygor, Túlio (Figueirense); Schwenck, Andrey, Pirão, Toninho, Mika, Carlinhos Santos (Criciúma).
Gols: Mika, aos 21’/1º tempo (Criciúma).
Figueirense Wilson; Léo (Helder), João Paulo, Roger Carvalho e Juninho; Ygor, Túlio, Maicon, Breitner (Wellington) e Fernandes (Dudu); Heber. Técnico: Márcio Goiano.
Criciúma Andrey; Fábio Santana, Nirley, Toninho e Pirão; Carlinhos Santos, Mika, Roni (Wagner) e Pedro Carmona; Valdo (Mineiro) e Schwenck (Talles Cunha). Técnico: Guilherme Macuglia.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Seleção do 1ª Turno

O fim do primeiro turno se aproxima e resolvi fazer a escolha dos melhores do campeonato, até o momento.

Andrey (Criciúma) - Apesar de falhar na semi-final, contra a Chapecoense, o goleiro teve uma constante em alto nível neste primeiro turno.

Thoni (Chapecoense) - No bom grupo da Chapecoense, o lateral foi um dos grandes destaques. Mas, a posição está meio carente no nosso estado.

João Paulo (Figueirense) - Zagueiro muito regular. Conquistou a confiança do técnico Márcio Goiano. Com um pouco mais de amadurecimento nas bolas aéreas, poderá alçar grandes voos no futebol nacional.

Rogélio (Criciúma) - Líder da defesa menos vazada da competição. Ainda pode ajudar muito o Tigre.

Eduardo (Joinville) - Jovem prodígio do futebol catarinense. Jogador que bate bem com as duas pernas, é veloz e tem habilidade.

Ygor (Figueirense) - Quando jogava no Vasco da Gama ou Fluminense, não entendia como esse jogador poderia estar dentro de campo. Não tinha nenhuma regularidade. No Figueira, o volante me impressionou e joga com muita tranquilidade. É o famoso volante moderno.

Pirão (Criciúma) - O volante que atua na lateral esquerda do Criciúma é um dos principais responsáveis pelos ataques do Tigre. Como o lateral Eduardo (JEC) está numa grande fase, acredito que Pirão - pelo que fez no 1ª turno - caberia fácil na cabeça de área pelo lado esquerdo.

Maicon (Figueirense) - Falar do Maicon é muito Fácil. Por isso, vou resumir: CRAQUE!

Héber (Figueirense) - Atacante com mobilidade e velocidade para cair nos lados do campo. Habilidoso e muito frio nas conclusões. Promete!

Roni (Criciúma) - Grande revelação do Criciúma do último ano, o meia-atacante é habilidoso e agressivo. Não é aquele "camisa 10 clássico", mas na minha formação ideal (4-2-3-1), jogaria solto pelo lado esquerdo do campo, como joga, atualmente, o Cristiano Ronaldo no Real Madrid.

Aloísio (Chapecoense) - Atacante leve e matador. Um dos goleadores do campeonato, até agora, e com a bola que está jogando, certamente, vai ter mercado em clubes de Série A ou B do Campeonato Brasileiro.

Técnico: Márcio Goiano (Figueirense) - Não me canso de falar, este homem caminha os mesmos trilhos de: Muricy Ramalho, Felipão, Dorival Júnior, Cuca e Adilson Batista. Técnicos que tiveram Santa Catarina como um trampolim para ganhar destaque nacional no mercado dos treinadores.

Formação Tática: 4-2-3-1.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pra Fazer História


Foto: Jandyr Nascimento

Com 23 anos de idade, o Brusque Futebol Clube está perto de escrever mais alguns capítulos da sua história. Com poucos anos de vida, o clube já coleciona algumas conquistas. Na sua galeria, o time brusquense possui: três Copas Santa Catarina (1992, 2008 e 2010), uma Recopa Sul-brasileira (2008) e um Campeonato Catarinense, em 1992.

No ano de 1993, o Brusque debutou na Copa do Brasil. O time foi eliminado na primeira fase pelo União Bandeirante, vice-campeão paranaense. No Paraná, o Bruscão conseguiu segurar um empate em dois a dois. Já no Augusto Bauer, o time perdeu por um a zero.

O que se viu ontem no estádio Augusto Bauer, foi um time aplicado taticamente e com vontade de vencer, com raça. O adversário era o Atlético-GO, time de primeira divisão do Campeonato Brasileiro, o clube possui uma das melhores estruturas do futebol nacional, com um centro de treinamento moderníssimo. Clube com potencial para crescer muito. Mas o Brusque, empurrado pela torcida, mostrou que pode enfrentar de frente o time goiano. O jogo começou numa velocidade impressionante. Nestor Simionato – fazendo sua estreia no comando - deu outra cara ao meio de campo com Willian e Aloísio. Acabou a primeira etapa com o placar de três a um para o time da casa, mas ficou a sensação de que caberia mais. No segundo tempo, a qualidade caiu e aquela correria do começo cansou os jogadores. O jogo ficou mais estudado, e o bom técnico René Simões conseguiu ajustar a sua equipe. Diminuiu o placar para três a dois, e deixou o jogo da próxima quarta-feira, em Goiânia, mais dramático para os catarinenses. Para conseguir a classificação e um dos maiores feitos da sua história, o Brusque precisa de apenas um empate. A torcida é sempre pelo futebol catarinense.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Valeu Fernandes! Meu primeiro fez parte da sua história...

Foto: www.figueirense.com.br

Fanático em futebol, desde que nasci, coleciono algumas histórias curiosas. Vou contar sobre a minha primeira vez no estádio, em uma partida de futebol profissional. Nascido em Braço do Norte, cidade de aproximadamente 40 mil habitantes, não tive a oportunidade de acompanhar grandes jogos na minha cidade. O clube de maior expressão mais próximo de mim, era o Criciúma, campeão da Copa do Brasil. Por essa distância presencial do futebol, o meu prazer estava na televisão. Todavia, por influências familiares e a proximidade que a TV me trazia, o meu clube de coração sempre foi o Flamengo. Mas não tenho aquele amor platônico pelo clube, aquele que cega, sabe? Consigo ver os erros (são muitos) e acertos do time. Vamos ao que interessa:

Jogava futebol em centros de treinamentos desde pequenino, tinha uns oito anos. Então comecei a viajar muito por todo o estado de Santa Catarina. Comecei no futsal, por isso nunca entrava nos estádios de futebol, olhava pelo lado de fora. Foi assim no Indio Condá em Chapecó, no Ernestão em Joinville, na Ressacada e Orlando Scarpelli em Florianópolis, Heriberto Hülse em Criciúma e Anibal Costa em Tubarão. Mas, aos 12 anos, mudei com a família para Florianópolis e, curiosamente, fui morar muito perto do estádio do Figueirense, o Orlando Scarpelli. Esperei o primeiro grande jogo para fazer a minha estreia. Era uma quarta-feira, tempo agradável, e a vontade de ir há um estádio de futebol, batia no meu peito. O jogo era Figueirense x Santos, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2004. Lembro como se fosse hoje, o Santos que veio a ser campeão neste mesmo ano, era escalado com: Julio Sérgio, Marco Aurélio, Alex, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Claiton, Elano e Diego; Leandro Machado e Robinho. Já o Figueirense tinha: Edson Bastos, Paulo Sérgio, Márcio Goiano, Cléber e Filipe; Jeovânio, Bilu, Sérgio Manoel e Fernandes; Rodrigo Silva e Romualdo. O Figueirense era o único clube com 100% de aproveitamento, até o momento, liderando o início da competição. Isso levou a torcida, em peso, até aquele jogo. Eram aproximadamente 20 mil pessoas.

Fernandes, o homem dos 100 gols pelo Figueira, também me proporcionou presenciar a primeira explosão da torcida. Uma bola lançada por Rodrigo Silva na direita encontrou Fernandes, o meia bateu forte no canto direito de Júlio Sérgio. O grito de gol ecoava na arquibancada, modesta, ainda sem cadeiras. O estádio tremia. Sensação inédita e única. Estava totalmente descaracterizado de um torcedor alvinegro. Era apenas um observador. Mas me emocionei ao ver um gol. Foi de Fernandes. O meu primeiro.