Mais consistente
A Chapecoense se mostra um time muito sólido. Nesta última rodada, foi até Tubarão enfrentar o Criciúma, no estádio Aníbal Costa. Venceu. E me convenceu. Tenho o costume de atribuir ao time do Oeste o rótulo de jogar muito contra os grandes e, contra os pequenos entrar em campo sem motivação. Nesta quarta, enfrentou um grande, mas eu precisava ver mais um jogo da Chape para tirar as conclusões sobre este time de 2011. Eis que, no primeiro tempo vejo este mesmo time abrir três a zero, jogando fora dos seus domínios. Impressionou-me. Depois recuou e tomou dois. Mas, o que vi foi um time bem enquadrado, organizado e com uma aplicação tática fora do comum. Destaco as duas laterais com Thoni e Badé. O meio-de-campo Cléverson também está em ótima fase. No ataque, o Verdão possui uma jóia chamada Aloísio. Tem habilidade, velocidade e cacuete nas finalizações. No primeiro turno, a Chapecoense foi eliminada nas semis, empatando com o Criciúma, no Heriberto Hülse. O Tigre passou com a vantagem do empate. Regulamento mau feito! Agora, com duas vitórias no returno, o Verdão é o líder da segunda fase e da competição em geral. Merecido.
Ainda não convenceu
O Avaí venceu o Brusque na noite de quarta, na Ressacada. Quem viu o placar final de 4 a 2, imagina que o time, enfim, embalou e tomou um rumo na competição. Mas o que se viu no Sul da Ilha, foi um time sem padrão de jogo, desorganizado defensivamente e ofensivamente. O técnico Silas lançou a equipe num 3-5-2. Jogando nesta formação, a obrigação de qualquer time é explorar os laterais - como se fossem os antigos pontas - e fazer a movimentação e articulação com os meias, principalmente com os volantes. O Avaí pode encaixar nessa formação. É preciso ter paciência com a adaptação do lateral George Lucas, que tem qualidade, mas sempre teve problemas com lesões. Silas deu oportunidade para o lateral-esquerdo Julinho, o jovem aproveitou a chance fazendo um gol e uma assistência. Pode render. O Grande problema está com os cabeças-de-área do Leão. Diogo Orlando, Acleisson, Batista, Marcinho Guerreiro e Bruno não são jogadores que tem cacuete na saída de bola, fazendo lançamentos e passes precisos com velocidade. O Avaí precisa de um “volante moderno”. Fabiano (ex-Atlético MG) pode até fazer bem este papel, mas ainda não mostrou o que veio fazer em Florianópolis. Na parte defensiva, não gostei da atuação do zagueiro Leonardo neste esquema. Mas a organização dos três defensores é possível corrigir nos treinamentos. No setor ofensivo, Marquinhos Santos ainda está devendo. Ele é um dos melhores jogadores do estado, porém, desde que voltou ao Avaí não teve uma grande atuação. Estrada vem entrando bem nos jogos e merece mais oportunidades no time titular. Silas não pode cometer o erro que os treinadores do Vasco cometeram em relação ao Rafael Coelho. Colocar este jogador de centroavante é anular um boneco lá dentro do campo. O atacante usa muito sua força, mas não é por isso que ele deve ficar no meio de dois zagueiros. Rafael é um atacante que possui velocidade e cai muito bem nos lados de campo. Assim foi artilheiro da Série B, jogando pelo Figueirense. Jogar pra fazer o pivô não é a dele. O elenco é saturado, mas Silas pode ir acertando o time, formando "uma cara". É sempre melhor ajustar vencendo. Foi o que fez o Avaí. Falta ajustar.
Análise Tática – Figueirense com o técnico Jorginho
O técnico Jorginho teve sua primeira participação efetiva na partida desta quarta-feira contra o Joinville, na Arena. O novo treinador optou por escalar o time base do Figueirense, aquele do Márcio Goiano, claro que com as ausências de Fernandes e Reinaldo, machucados. Os jogadores se conhecem, tem entrosamento e entendem a melhor forma de jogo do time. O técnico tem o poder de modificar. E alterou. Não é uma peça ou outra que descaracteriza uma equipe, mas sim, a alteração no esqueleto tático. O Alvinegro tem no seu forte a troca de passes, o jogo com velocidade e o futebol envolvente. Isso foi visto no primeiro tempo. Breitner e Héber com boas movimentações. A defesa bem postada e adiantada, como era a de Goiano. O time marca em cima, explorando as laterais e a boa distribuição de jogadas com o articulador Maicon. Resultado: Figueirense 1 a 0 no Joinville, com um belo gol de Breitner.
Formação: 4-2-3-1
Na segunda etapa, a chuva - como de costume em Joinville - deixou o gramado muito pesado e prejudicou o Furacão do Estreito. O JEC motivado pela torcida, que comemorava os 160 anos da cidade, resolveu ir pra cima do Figueira, meio desorganizado, mas com vontade e raça. Era notável nos jogadores o desejo de presentear os tricolores. Porém, reciclar alguma qualidade deste time está difícil. Ramon, no alto dos seus 38 anos, ainda é o jogador mais lúcido. Jorginho percebeu o avanço do adversário e resolveu reforçar seu sistema defensivo. Promoveu a entrada do volante Coutinho no lugar do Breitner. Também trocou um volante por outro: Jackson no lugar do Túlio. Fazendo uma linha de três volantes, com o Maicon um pouco mais avançado. No ataque, entrou Dudu no lugar de Héber. Neste caso tem mais um erro do técnico Jorginho. Já que recuou o time, é necessário explorar o contra-ataque. Héber e Breitner são jogadores que conseguem dar um dinamismo neste formato de jogo. Dudu também tem características, mas o Wellington não tem. Ou seja, jogar no contra-ataque com três volantes, um meia lento, um atacante razoável e um atacante trombador, fica difícil né? Mas vou dar crédito ao treinador, pelo fato de não conhecer muito seus jogadores e suas qualidades táticas. Mas ele mexeu no esqueleto. Um erro. Fez uma leitura do jogo de um treinador que não demonstra coragem. O Figueira que até o primeiro tempo jogava num 4-2-3-1 passou a jogar num 4-3-1-2 e acabou levando o gol de empate.
Formação: 4-3-1-2
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